Quando em pleno Estádio José Alvalade vemos Petrovic a render Wendel escassos minutos depois de ver Sérgio Conceição trocar Danilo por Hernâni todos ficamos algo chateados.

O treinador do Porto quis enviar para campo um claro sinal de que queria ganhar o jogo, enquanto Marcel Keizer apenas pensou na não derrota. Isto foi o que pensamos, e que graças à imprensa foi amplificado com todos os comentadores a seguirem esta linha de pensamento.

No entanto agora começam a surgir notícias interessantes. Wendel saiu lesionado, e não por opção. Tal como Danilo, se bem que este com uma lesão ainda mais grave que o pode tirar dos relvados por um mês.

Vamos ver os bancos, e como estavam eles na altura das substituições.

Ou seja a 10 minutos do fim Sérgio Conceição ou teria de optar por um jogador ofensivo, deixando o meio campo ao tractor Herrera e a Oliver, um médio ofensivo, ou teria de colocar um central. Parece que havia alguma margem para esse meio a dois, e foi a opção do treinador portista. E mesmo que se pense em Pepe como um potencial seis, temos de pensar que treinava com a equipa à menos de uma semana para entrar para um papel decisivo desses.

Já Marcel Keizer com a lesão de Wendel tinha duas opções. Ou meter um jogador ofensivo, neste caso poderia ser um extremo ou um ponta de lança, e deixando Bruno Fernandes e Gudelj sozinhos a meio campo. Sendo que Gudelj, ao contrário de Herrera, é um jogador pouco rotativo, e nem sequer assim tão forte no capitulo defensivo.

A outra opção seria passar a usar Petrovic, que tem entrado bem, como tampão à frente da defesa, subindo Gudelj para a posição 8, a sua de origem.

A equipa não ficava mais ofensiva, mas também, não ficava mais defensiva ao contrário do que poderia parecer.

Claro que todos nós preferiamos naquele momento a entrada de Jovane por Nani para dar nova vida ao ataque. Mas as lesões existem, e claramente que mudam a percepção sobre quem teve ou não coragem neste contexto.

6 COMENTÁRIOS

  1. A substituição do Petrovic dá-se aos 90m… Se o Keiser quisesse mesmo ganhar o jogo, mexia a partir dos 60/70 minutos, no máximo. Até podia por o Petrovic e tirar o Wendel, mas subia o B. Fernandes, para 4-2-3-1. O segundo erro foi desgastar o B. Fernandes em trabalho defensivo (não foi expulso por sorte) faltando fisico para esticar na parte final do jogo. Das várias abordagens possíveis para a 2ª parte, a que teve o Keiser foi a menos ambiciosa.

    • Concordo com este comentário do Pedro Ramos. E falta ainda dizer que Keiser não usou a 3ª substituição. Podia perfeitamente ter feito entrar Jovane para o lugar do Nani que estava esgotado, bem antes do minuto 90.

    • Concordo com grande parte disto. Podemos argumentar que Wendel estava já tocado e o Keizer foi atrasando para saber se aguentava ou não, não gastando a substituição. Mas isto é especulativo. Mas que Jovane teria, para mim, de ter entrado para a saída de Nani.

      Mas o foco deste texto era mais sobre a suposta substituição de Sérgio Conceição para vencer, o que não foi necessariamente verdade.

    • SIm, percebido Sporting com Filltro. No fundo, foi para desmistificar o que vai sendo passado pelos (novos ou atuais) manda-chuvas da comunicação social desportiva (vermelhos ou azuis) – apoiado.
      As opções do Keiser seriam noutro post.

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