Na sua newsletter semanal o Braga escreveu estas palavras: “Ao quarto jogo consecutivo entre Sp. Braga e Sporting – independentemente dos resultados registados anteriormente -, o nosso adversário foi, finalmente, superior e mereceu a conquista do troféu”. Não que concorde totalmente com isto, mas fui rever partes de todos os quatro jogos e algo ficou claro, este foi o jogo em que o Sporting foi mais dominante.

O Sporting nos outros três jogos conseguiu sempre as vitórias, muito à conta de algum cinismo e de um controlo de operações. Mas sempre sem nota artística, e sempre sem conseguir impor o seu jogo.

Olhando as equipas titulares nos quatro jogos há apenas uma alteração clara, a saída de João Mário e a entrada de Matheus Nunes. E dai voltei aos resumos e tentar perceber onde estava a mudança comportamental.

O Braga em todos estes confrontos tentou anular linhas de passe, enquanto pressionava o portador da bola. Isto levava que o principal pensador do jogo do Sporting nesses jogos, João Mário, a ficar sem linhas de passe óbvias, e a circular mais jogo para trás ou para o lado. Isto é claro mantendo a posse de bola, que nisso João Mário é mestre.

Neste jogo da Supertaça não havia João Mário e os seus pés de veludo, mas sim Matheus Nunes, conhecido pelas suas cavalgadas. Se calhar foi por saber que havia o risco de Matheus Nunes cavalgar de repente que fez com que os jogadores do Braga não fossem tanto à queima a Matheus Nunes, e isso acabou por lhes ser fatal.

Podia falar dos lances dos dois golos. Tanto no de Jovane, em que lança Nuno Mendes, ou no passe letal para Pedro Gonçalves fazer o golo de levantar estádio houve risco de falhar, risco de perder a posse de bola, e que João Mário prefere não correr.

Mas esta vontade de levar a equipa para a frente, chegar ao passe para golo, chegar à área para tentar ajudar a marcar, isso Matheus Nunes agora tem, e com isso dá mais à equipa que João Mário.

Um amigo meu no final da época passada já dizia isto mesmo, que João Mário era útil, mas cada vez mais na fase de segurar o jogo, para o jogo inicial era necessário alguém mais afoito em atacar, em tentar fazer jogo ofensivo desde logo. E esse alguém era Matheus Nunes.

Hoje concordo com ele, e por muito que julgue que há um ano talvez fosse cedo para Matheus, e que João Mário foi muito importante na primeira metade da temporada, agora Matheus serve melhor os nossos interesses. E sinceramente, acho que devíamos ao máximo evitar a sua saída.

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