Quarta-feira, Junho 16, 2021
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Rogério Casanova acerta em cheio naquilo que se passou ontem com Rafael Leão

Ainda existem bons autores na imprensa tradicional, mesmo que cada vez mais raros. Um dos que mais me prazer me dá ler é Rogério Casanova, que num misto de humor e muita realidade, avalia cada jogador de cada jogo nosso.

Desta vez as palavras que teve sobre Rafael Leão não podiam ser mais certeiras.

Rafael Leão

A quádrupla habilidade na jogada do golo – (1) a recuperação em carrinho, (2) a mudança de direcção em velocidade, passando a bola por trás da perna de apoio, (3) o truque “físico” de obrigar o adversário que o tentou derrubar a fazer um mortal à rectaguarda, aproveitando o impacto para galgar mais uns metros em passada larga, (4) o passe a fazer a bola deslizar com o peso certo para o melhor alvo possível (o colega mais solto) – tudo isso foi quase um anti-clímax. O essencial já tinha sido alcançado alguns minutos antes. Figo, Simão, Quaresma, Ronaldo, Nani, cinco talentos ofensivos produzidos em Alcochete com os quais Rafael Leão pode, a partir de hoje, afirmar com orgulho ter algo em comum: também ele conseguiu ser assobiado em Alvalade antes sequer de ter dezanove anos. Dessa elite, pelo menos, já faz parte.

Não é que não se deva criticar os nossos jogadores. Mas assobiar em vez de apoiar é tudo menos o que um jovem de 18 anos precisa para melhorar e crescer.

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2 COMENTÁRIOS

  1. Aceito que as pessoas “sejam livres de assobiar”…Mas é preciso “ter pachorra” para ir para Alvalade assistir a um jogo a começar as 21,00 horas (aparentemente para apoiar a equipa…)…e acabar a assobiar os jogadores da nossa Equipa…(Se não são capazes de apoiar…pelo menos fiquem calados…!)

  2. Abomino os assobios à própria equipa. No entanto, discordo do último parágrafo e a justificação é precisamente o exemplo dos cinco jogadores mencionados. Todos eles atingiram níveis altos de sucesso sendo que os assobios, para além de não terem prejudicado, até podem ter sido um factor de crescimento e fortalecimento mental. Em contraste, veja-se o caso do Dani e do Fábio Paim, ambos extremamente apoiados e, que me lembre, nunca assobiados. Repito que abomino os assobios à equipa porque no imediato, os efeitos são prejudiciais mas, no longo prazo, ajudam a separar os jogadores verdadeiramente bons dos restantes.

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