Domingo, Agosto 18, 2019
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Os Julgamentos de Nuremberga e o e-Toupeira

Um dos momentos chave na História do Século XX foram os Julgamentos de Nuremberga após a Segunda Guerra Mundial. Nele os criminosos de guerra nazis foram levados à justiça, e justiça foi feita.

A defesa de todos eles baseou-se em muito no pressuposto que não sabiam ao certo o que os seus subordinados faziam com as suas ordens para, segundo eles, melhorar a Alemanha.

Diziam, e os seus advogados tentavam fazer passar a tese, de que as chefias intermédias exageraram em relação ao que tinha sido pedido, e que foram elas que acabaram por efectivar os crimes. Isto porque até não havia provas directas do seu envolvimento em crimes alguns. Quem os executou foram as suas chefias.

Agora troquem Alemanha Nazi e os lideres Nazis por Benfica. Troquem as chefias intermédias por Paulo Gonçalves.

O argumento que permitiu que o Benfica não se sentasse no banco dos réus, após terem sido comprovadas como válidas as provas da corrupção em seu favor, basicamente foi que Paulo Gonçalves agiu de forma exagerada ao que lhe foi pedido. E que foi ele a efectivar os crimes.

Se a justiça de Nuremberga fosse como a Portuguesa os criminosos Nazis em vez de terem sido condenados à morte, teriam gozado vidas longas e prósperas ainda com o que recolheram com os seus crimes.

Mas ao menos, e tal como no Apito Dourado, fica mais do que provado que existiu realmente corrupção, e que só ganharam o que ganharam dessa forma ignóbil.

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9 COMENTÁRIOS

  1. e óbvio que sim. De um modo geral os portugueses não confiam nem acreditam na justiça nem na idoneidade dos magistrados que a ministram. Mais um triste exemplo. E mais uma vez a juíza Ana Peres deixa nos cidadãos (nãos nos “fanáticos” benfas, obviamente), a convicção de falta de independência e sentido de justiça. É indignante este tipo de decisões, mas, apesar de tudo esperado. Com estes juízes e esta justiça nada acontecerá aos criminosos e tudo ficará e continuará como dantes…

  2. Ignóbil, é falar de nazismo, e da morte programada de milhões de pessoas e compará-lo com casos menores da justiça.

    Era como comparar o caso da invasão da academia do Sporting com o caso da invasão da Igreja Católica de Nossa Senhora do Perpétuo Socorro, em Bagdad

    Um pouco de decoro pode ajudar a moderar o anti-Benfiquismo primário.

    • Os crimes obviamente não são comparáveis, mas a defesa de ambos baseou-se em pressupostos semelhantes. Nesses moldes, a analogia é perfeitamente válida. Mas é óbvio que a alguém que beneficiou dos crimes em questão convém desviar a discussão do fulcral para o nível acessório do bom-gosto ao se lidar com páginas negras da história…

  3. Portugal não passa de uma república das bananas, onde um grupo mafioso e criminoso tomou conta de um clube e controla hoje os políticos, os juízes, os polícias e a comunicação social.

  4. A comunicação social a soldo do benfica, fez passar a ideia que os advogados destes eram o Ronaldo. o Messi e o Neymar da advocacia e por esta razão salvaram a SAD de ir a julgamento. Infelizmente, para as pessoas sérias deste país, a realidade é muito diferente, por muito bons advogados que estes possam ser, quem salvou o benfica foi um sistema judicial corrupto que nem tenta sequer parecer sério.
    O caso E-toupeira foi o maior atentado a um dos pilares fundamentais da democracia, a Justiça, um atentado perpetrado no seu interior, no entanto, quem tinha o dever de a defender, neste caso a cabra da juíza, limitou-se a isentar os principais suspeitos. É o poder do Estado Lampiânico, e isto só poderá ser mudado quando houver vontade política, quando tivermos políticos e juízes sérios e interessados em mudar este estado de coisas, mas pelo que temos visto desde o 25 de Abril para cá, é mais fácil encontrar um homem com cabelo na palma da mão que um político sério. Até o presidente da República, que foi tão célere a condenar o ataque a Alcochete, aparece em direto num programa televisivo onde está a ser entrevistado um dos maiores gatunos deste país, Luís Filipe Vieira, tentando recuperar junto à lampionagem a popularidade que, segundo as sondagens, tem vindo a perder nos últimos tempos. Talvez este seja um indicador de que os portugueses se estão a fartar de ter um presidente pimba.

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