Sexta-feira, Dezembro 13, 2019
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O Posicionamento de Bas Dost nos três golos frente ao Moreirense

1º Golo Gélson Martins

Reparem bem na forma como se movimenta e aborda o lance. Mal sai o cruzamento é esta a sua posição:

E no entanto movimenta-se no sentido inverso a Gélson, mas se repararem dá a entender que caso o nosso jovem ala não tem tocado na bola, Bas Dost estaria na posição certa para marcar o golo também.

2º Golo Joel Campbell

Um belo cruzamento de Alan Ruiz para Joel Campbell que entrava nas costas da defesa. Muito bem jogado por certo, mas notem onde Bas Dost estava quando sai o mesmo.

Bas Dost está adientado claramente em relação à linha defensiva do Moreirense. Como tal a defesa mostra-se mais preocupada em manter essa linha do que observar o resto. O que acabou por ser fatal.

Quando a bola parte Bas Dost, sabendo que está em fora de jogo, recua apenas, e deixa Joel Campbell aparecer em boa posição para rematar.

Este movimento foi executado vezes sem conta por Mário Jardel e João Pinto, fazendo o que agora fez Bas Dost e Joel Campbell. E claramente propositado por parte do avançado holandês como forma de desmontar a defesa adversária.

3º Golo Bas Dost ele próprio

É verdade que falhou o primeiro remate, e só marcou numa recarga já no solo. No entanto é interessante perceber a maneira como se movimenta em todo este lance.

Reparem bem que está posicionado perto da marca de penalti, com o defesa central à sua frente. Mas mal sai o cruzamento faz uma diagonal para o primeiro poste com espaço suficiente para para chegar à bola. Esticando-se por completo, mas ele melhor que ninguém sabe as suas próprias dimensões.

Vamos ver mais deste jogador já contra o Rio Ave. Sendo que nesta fase é um ponta de lança claramente talhado para jogar contra equipas mais fracas. E o seu sentido posicional, e estatura física, aliadas a uma boa técnica de finalização prometem e muito.

Acho que este ano vai ser mesmo o melhor marcador do campeonato. Mas isso só em Maio saberemos.

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2 COMENTÁRIOS

  1. Bas Dost é um Ponta de Lança “for all seasons”, não está limitado no sucesso pelo Campeonato Português, o Campeonato da Mentira.

    Mais ou menos por esta altura, na época passada, estávamos a ir à Luz espetar 3 secos ao Benfica.

    Não sei se na Conferência de Imprensa pós-match se antes ou depois mas, também por esta altura Jorge Jesus manifestou espanto pela rapidez de apreensão de conhecimentos dos jogadores do Sporting. Esta observação do treinador tem a ver, em minha opinião com a sua experiência como treinador que, lhe dava expectativas de um mais longo processo de aprendizagem dos seus métodos e ideias por parte dos nossos jogadores.

    Terá sido assim nas outras equipes que treinou no passado.

    A complexidade das suas concepções tácticas resultam de uma capacidade de observação invulgar, de uma memória extraordinária, de uma dedicação e uma curiosidade insaciável, de uma busca constante da perfeição e de uma empatia estabelecida com os jogadores, assente numa rara inteligência emocional.

    A capacidade de Análise de Jorge Jesus, os seus conhecimentos técnicos e a sua inteligência pura e dura colocam-no numa posição de enorme vantagem competitiva face a quaisquer dos seus pares. Ele sabe-o e assume que é melhor que os outros. Em meu entender, é mesmo melhor que qualquer outro.

    Jorge Jesus é perfeito? Não, não o é. Ninguém é perfeito e o “Mister” tem os seus defeitos que radicam essencialmente no “orgulho” e na imagem que faz de si mesmo, no mundo do futebol. Pois, está perfeitamente consciente que, fora desse Mundo não tem competências que o distingam do “homem médio em Portugal”.

    Tem Handicaps? Tem, designadamente, a sua embrionária estrutura cultural que o tem levado a restringir o raio de acção a Portugal Continental. Jorge Jesus tem conduzido “Alfa Romeos” mas, poderia conduzir com facilidade um Ferrari em Madrid, Barcelona ou outro qualquer País de língua Latina (Itália, França ou Sul Americano). Nos Países que usam línguas de outras raízes etimológicas seria difícil a JJ singrar, já que uma parte fundamental da sua Liderança assenta na motivação das pessoas e consequentemente, na eficácia da sua capacidade de comunicação

    Se JJ tivesse tido a sorte de nascer vinte anos mais tarde, poderia ser aquilo que quisesse e certamente não teria sido nem jogador de futebol, nem treinador. A inteligência por si-só não resolve tudo e uma formação adequada ao serviço de uma inteligência invulgar rasga horizontes, desperta interesses e permite levantar questões sobre matérias que, nas circunstâncias próprias de cada um, jamais serão levantadas sem uma formação superior sólida. Há excepções? Obviamente as há mas aí entram em consideração QIs acima de qualquer escala.

    Para evitar polémicas que para aqui não são chamadas, menciono dois exemplos “neutros” que podem bem ilustrar a opinião que exprimo: O primeiro, o de Leonardo da Vinci e o segundo, num plano diferente, o de Fernando Pessoa que, apenas completou o Liceu, em Durban e tentou uma inscrição mal sucedida na Faculdade de Letras de Lisboa e acabou como escriturário em língua Inglesa num escritório de um fabricante de explosivos, em Lisboa.

    A incompleta formação intelectual de JJ agarrou-o ao Futebol. Jorge Jesus fez do Futebol o seu campo de investigação, recorreu ao método ciêntifico por instinto e tornou-se num verdadeiro “Professor de Futebol” num nível de compreensão não alcançado por nenhum outro mestre do mesmo ofício. Bom, quando digo “nenhum”, quero dizer mesmo NENHUM, sem excepção.

    Voltando “à vaca fria” O que surpreendeu JJ na rapidez de aquisição de conhecimentos dos jogadores do Sporting? Foi a sua desenvoltura intelectual e a formação que nesta vertente da sua humanidade obtiveram na Academia de Alcochete. Porquê? Porque a formação do Sporting forma homens completos, não forma chutas-na-bola.

    O Sporting desde muito cedo compreendeu que jogadores culturalmente mais apetrechados aprendem melhor, pensam mais depressa mas, principalmente, pensam melhor que os adversários. Jogadores portadores de valores como a honestidade, a responsabilidade, a humildade, a dignificação pelo trabalho, a dedicação ao Clube e a busca da perfeição possível, torna-os mais cooperantes e disponíveis para o treino, a aprendizagem de novas ideias e métodos de trabalho e a interpretação em campo, durante os jogos, daquilo que aprendem com o treinador.

    Jogadores com este calibre cultural, só na Europa do Norte, de França, excluída, para Norte.

    Ora, BAS DOST, dispõe dessa preparação, dessa formação indispensável à aprendizagem rápida de ideias simples e complexas. Dispõe de uma consciência da necessidade de rigor no exercício da sua função que o leva a estar a um nível igual ou superior a qualquer jogador saído da nossa formação.

    ,JJ não fala Holandês mas, BAS DOST fala Espanhol. Entre ele e JJ não haverá certamente dificuldades de comunicação. Além disso pode sempre recorrer a Bryan Ruiz para ajudar a transmitir esta ou aquela ideia táctica e a Adrien para dar a voz de comando em campo e em Francês já que Bas Dost fala Francês fluente e Inglês QB.

    Dentro de dois ou três meses veremos um Bas Dost que chegará e sobrará para as encomendas do Campeonato Português, o Campeonato da Mentira mas, também, da Champios League ou da Liga Europa, os campeonatos da Deturpação da Verdade.

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