Segunda-feira, Junho 27, 2022
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O maior problema do futebol português e que todos continuam a ignorar

Sabem que sou um crítico feroz das arbitragens que ciclicamente beneficiam os mesmos em Portugal. Mas o maior entrave ao futuro do futebol Português claramente que é outro.

Existe um enorme problema que pouco se fala, pouco se discute, e que a pouco e pouco está a matar o nosso futebol.

Vejam com atenção este quadro com as assistências médias em jogos de cada uma das ligas.

Sim, estamos apenas e só em 22º lugar.à nossa frente desde a Argélia até à Escócia, passando por Holanda, Bélgica e Suiça.

Isto para não falar que muito enchemos a boca para dizer que quando um jogador vai para o Japão, China ou Estados Unidos vai apenas por dinheiro para jogar para ninguém. Algo que a realidade desmente com enorme estrondo.

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Sim, bem sei que as assistências dos jogos dos três grandes são brilhantes, e que até chegam a ser muito relevantes a nível mundial. Mas o resto é um completo marasmo.

As equipas pequenas jogam muito fechadas, mesmo entre si, para lutar pelo mínimo ponto. Incentivar o jogo positivo deixando de atribuir 1 ponto quando o empate é alcançado sem golos, mas atribuir o mesmo ponto quando existem golos? Talvez fosse um principio.

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Poucos recursos financeiros, aliados a uma péssima gestão, forçam os clubes a não poderem manter os seus bons jogadores. E claro, sem bons espectáculos menos gente vai ao estádio.

O que leva menos gente ao estádio são os horários atribuídos pelos operadores de televisão. Jogos à noite de domingo levam historicamente menos gente aos campos. E para ajudar a festa os preços dos bilhetes continua a ser demasiado alto.

Se isto podia ter melhorado com um sistema como o britânico de divisão de receitas televisivas negociadas em bloco, menos dinheiro para os grandes e mais para os pequenos?

Podia, mas sabemos que houve um clube que o ano passado cortou com isso para negociar sozinho um contrato maior que tentou secar o dinheiro das TV’s. Não resultou contra quem queria, os outros grandes, mas fez com em que os três grandes tirassem grande parte do dinheiro de todo o sistema, qual eucalipto.

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Assim continuamos com os três grandes, um Vitória de Guimarães sempre presente, um Braga em crescendo e um Boavista que talvez volte um dia e quem sabe traga consigo o velho Beleneneses.

Fora isso projectos que vejo a crescer sustentadamente o número de espectadores cingem-se a um Estoril e quem sabe um Chaves. Muito pouco para o que queremos.

E não fazer nada é piorar cada vez um campeonato que foi muito bom em tempos, tudo isto em fruto dos grandes continuarem cada vez maiores. Não é bom para ninguém, mas parece que toda a gente está pouco preocupada com  isso.

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1 COMENTÁRIO

  1. O problema de fundo, Sporting Com Filtro, é composto de 3 vectores:
    – arbitragens FRACAS, do que decorrem resultados FALSOS, ENGANADORES. Adicionalmente, a sensação de impunidade de quem manda (o tal “clube” que tudo controla + os seus clubes amigos como o SC Braga+Vit. Setubal, etc) e pratica corrupção aumenta o problema de forma exponencial;

    – bilhetes demasiado caros para a realidade de 80% da população

    – estádios (na sua maioria) sem condições adequadas. Nada consegue competir com o conforto e segurança de assistir a jogos de futebol a partir de casa ou de um café – e muito menos estádios com condições impróprias (vento, chuva, sujidade, o perigo de certas claques, a desorganização dos supostos “stewarts”, etc, etc). Acresce ainda que, tirando o Alvalade XXI, o Dragão, a estrutura da Luz, o Estadio do Algarve, o de Aveiro e os de Braga e Guimarães, os restantes estádios não oferecem lotações capazes de competir com as lotações noutros países do “primeiro mundo”.

    Para muitos de nós é óbvio: o principal problema é a falta de verdade no futebol português; o compadrio, as jogadas de bastidores com jogadores “carregados” que não podem jogar contra um certo “clube”, ou são comprados oportunamente para fazer o favor aos “amigos”; a dança dos treinadores (muitos, os mesmos de sempre) pela mão de empresários que controlam quase todos os clubes; as polémicas devido a suspeitas de corrupção (vouchers, “jogadores carregados”, “jogo da mala” e jogadores em transito como forma de pagamento de favores).

    Terá de haver uma limpeza geral:
    – dirigentes como os que dirigem o “clube” do Polvo, os dirigentes do SC Braga, os dirigentes do Arouca – a vassourada devia começar por aí
    – dirigentes da arbitragem (os tais com ligações ao, ou formados pelo, poder instituído: slb)
    – dirigentes da Liga e da Federação PF
    – ligações perniciosas entre certos Grupos de Com. Social e o clube detrás da Mafia Vermelha
    – árbitros: os que foram “formados” pelo Polvo, rua; os que se deixam pressionar com vouchers e dinheiro, rua; os que foram ameaçados devem ser amparados, protegidos sempre que a ameaça for real

    Em vários países, para proteger o desporto, tomaram-se medidas anti-corrupção, anti-violencia, anti-dopagem. Nada é perfeito e nem tudo se resolve a 100%, mas em muitos casos houve um regresso a uma competição menos impura, menos corrupta e menos corruptível.

    No caso português terá de haver uma figura como Margaret Thatcher (que proibiu durante vários anos os clubes ingleses de participar em competições europeias) para dar um murro na mesa e limpar a porcaria.

    Com o “clube” do Polvo Vermelho na 3a Divisão (corrupção/lavagem de dinheiro/incumprimentos financeiros vários/associação à Doyen), nenhum outro clube se atreveria a avançar em terrenos pantanosos (corrupção, manipulação de resultados, “transito” de jogadores, ligações a agentes desportivos que já causaram a descida de divisão de clubes noutros países).

    Esse seria também um sinal fortíssimo para haver uma maior aposta nos estádios, nos serviços aos clubes, na segurança, nas relações publicas. Mais Verdade, mais Emprego, maiores assistências. E, com um pouco de sorte, Portugal a competir com outras Ligas, e Portugal a ser encarado como sério candidato à coroa do Campeonato do Mundo de Futebol.

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