Segunda-feira, Outubro 21, 2019
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Benfica recebeu perdão de 77% da Banca semelhante aos 70% agora do Sporting

Hoje o assunto do dia em qualquer tasco é que o Sporting teve um perdão de dívida por parte da banca, coisa que dizem nunca ter acontecido a nenhum outro clube a este nível.

Na realidade não é bem um perdão. O Sporting tem com a banca emitidas VMOCS, um mecanismo em que se compromete a pagar por cada um destes títulos um valor de 1 euro recebendo de volta o título. Caso contrário podem ser automaticamente convertidos em acção. Por eles o Sporting recebeu na altura uma soma significativa. Ao pagar agora apenas 30 cêntimos por cada uma é na realidade um desconto de 70%, mas está longe de ser um caso único em Portugal.

O BES compra 1.832.530 Acções da SAD do Benfica

O BES aceitou, de Manuel Vilarinho, um processo semelhante em tempos. Este fez um empréstimo sob penhor das acções que tinha do Benfica, que foi aceite pelo BES. Em tudo semelhante a uma VMOC visto mais tarde o banco ter sido obrigado a executar o penhor ficando dono de 1.832.530 acções da SAD do Benfica.

No meio desta operação o BES perdeu 8.4 Milhões de Euros.

O BES vende as acções da SAD com perda de 77,1%

Em 2017 a Benfica SAD emite este comunicado.

Imagem

Ou seja o BES comprou estas acções, como as VMOCS ao Sporting, por um valor total de 8.4 Milhões de euros. E acabou a vender as mesmas ao Benfica em 2017 a um valor de 1.9 Milhões d euros.

Fazendo rapidamente as contas estamos a falar de uma venda em que o Novo Banco perdeu 77.1% do valor investido. No caso do Sporting apenas perderá 70%. A quem é que foi o maior perdão mesmo?

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12 COMENTÁRIOS

  1. E, não esquecer tb, aquele pagamento ao fisco por parte dos lampiões. No tempo da D Ferreira Leite, qd era responsável pelas finanças. Pagamento feito com acções, que não valiam um pataco furado. Lol

    • A ministra das Finanças Manuela Ferreira Leite (adepta do FCP) afirmou, «o pecado foi ter conseguido do Benfica 4 milhões de euros para os cofres do Estado», tendo procedido à avaliação das acções já anteriormente aceites pelo último Executivo como GARANTIA da dívida fiscal do clube.

      O Governo negou ter feito um acordo com o Benfica. A ministra das Finanças mostrou-se chocada com as acusações de conluio. Limitou-se a seguir a lei.
      As acções da SAD foram aceites como garantia para impugnação da sua dívida fiscal do Benfica.
      A ministra assinou um despacho em que corroborou o parecer da administração tributária sobre a avaliação das acções da sociedade desportiva (SAD) do clube. Dessa forma, interpretou a lei no sentido favorável ao clube, ao aceitar esses títulos como uma garantia idónea para a impugnação da dívida fiscal por parte do Benfica.

      O Benfica contestou o montante de 1,25 milhões de euros que devia ao fisco, em juros de mora sobre a dívida, que totalizava cerca de 7,5 milhões de euros. No entender do Clube não há lugar ao pagamento de juros de mora dado estar a ser acordado o pagamento da dívida.

      Ferreira Leite adiantou que «entendi (quando assumiu a pasta das Finanças) segurar os interesses do Estado e o meu pecado foi o dinheiro do Benfica entrar para os cofres do Estado e valorizar as garantias que já estavam dadas».
      «Não fiz nenhum acordo com nenhum clube, não vou descriminar e não vou fazer nenhum favor a nenhum contribuinte».

      A Ministra das Finanças optou por avaliar o valor das acções da SAD do Benfica pelo critério «do imposto de sucessão e doações», porque as mesmas «não estão cotadas em Bolsa».

      O despacho não é oficialmente divulgado porque, segundo fonte do Ministério das Finanças, poderia revelar aspectos da vida fiscal do clube e, por isso, quebraria o sigilo fiscal desse contribuinte. Mas como o PÚBLICO apurou, a ministra assinou o despacho em que deu o seu assentimento à forma como a administração tributária – incluindo o anterior director-geral dos impostos – propôs avaliar as acções da SAD do Benfica à luz das regras do imposto sucessório.

      A ministra Manuela Ferreira Leite justifica essa sua decisão por respeito à autonomia da administração tributária sobre esse tipo de matérias. A sua assinatura seria, desse forma, um mero deferimento do pedido da administração fiscal.

  2. A idiotice no seu melhor – as acções dadas para garantia do empréstimo eram do Vilarinho não eram do Benfica – ou seja quem recebeu o empréstimo foi o Vilarinho e não o Benfica!
    Isto foi um empréstimo pessoal, não foi a um clube.

    Meu Deus a que chega a imbecilidade para disfarçar o perdão!

  3. É só iluminados que nem lêem o que escrevem….as acções eram do Vilarinho não do Benfica, logo foi um empréstimo pessoal não ao clube para além de que na altura o BES era totalmente privado agora o Novo banco anda a ser capitalizado com dinheiro público….enfim! Não admira que estejam como estão.

    • Se eram do Vilarinho, então ainda é mais grave. Perdoar ao Sporting é perdoar a uma instituição de utilidade pública, agora perdoar ao Vilarinho, porquê? É um bocado estranho.

  4. As ações do BES/NovoBanco não foram vendidas ao Benfica mas sim a um outro investidor. Lê o comunicado todo.
    Quem comprou as 1832530 ações foi o sr. José António dos Santos.
    Ninguém obrigou o NovoBanco a vender naquela altura. Venderam (a outro investidor) a um preço baixo (que era o valor de mercado na altura) porque quiseram. Tivessem esperado dois anos e teriam feito pelo menos o dobro. Até poderiam ter feito o triplo.
    Quanto às VMOCs, o Sporting não recebeu nenhuma “quantia significativa”, na altura. As VMOCs são dívidas que o Sporting não conseguia pagar.
    Os bancos não as podem vender no mercado. Não são ações. Só podem recuperar o dinheiro se o Sporting pagar. E isso deveria ter acontecido em 2016 (com parte delas). Mas não aconteceu. E prolongaram mais 10 anos e ainda converteram mais dívida em VMOCs.

  5. 1) o empréstimo foi dado pelo BIC e não pelo BES. O BES ficou com ele quando comprou o BIC.
    2) o NovoBanco não vendeu as acções ao Benfica. Vendeu a um investidor chamado José António Santos.
    3) em 2008, o Benfica e o BES chegaram a discutir a recompra dessas ações. O valor rondaria os 2 euros. Mas o negócio não se concretizou.
    4) em março/abril de 2014, as acções estiveram a rondar os 3 euros. O Novo Banco não quis vender.
    5) só vendeu em 2017. Negociou com um interessado e vendeu ao preço de mercado.
    6) o BENFICA não foi dito nem achado nesse processo. Como nenhuma empresa é quando dois investidores negoceiam ações.

  6. Que artigo distorcido…

    Meu caro, e vergonha na cara?

    É preciso isto para nos defendermos quando, quer Porto, quer Benfic@, tiveram exactamente as mesmas possibilidades de fazer uma cena de VMOCs e só não avançaram para isso porque os bancos impunham um Administrador na Direcção da SAD, como aconteceu com o Sporting?

    Caramba. Limitem-se à verdade, que é mais que suficiente.
    Andarem a distorcer as coisas, não só vos fica mal, como parece que estão a esconder alguma coisa…

  7. Desculpem lá… vcs não podem pensar que estão a contar uma história a lorpas… Mesmo que estejam a falar verdade, coisa que não tenho a certeza, no caso do Benfica estamos a falar de uma desvalorização das ações em que no total o Banco perdeu perto de seis milhões. No caso do Sporting, o clube não quer pagar, entra em incumprimento e obriga o Novo Banco e Milennium a terem um prejuizo de perto de 95 MILHÔES de EUROS!

  8. Um artigo tendencioso sem qualquer valor jornalistico. Estamos a comparar valores incomparáveis, no caso do Benfica foram cerca de 6 milhões e no Sporting 95 milhões. É o mesmo que duas pessoas pedirem empréstimo a um banco , uma para comprar uma casa e outra para comprar uma bicicleta e no fim os dois só pagam cerca de 30 % … é o caso comparar perdas de 6 milhões com perdas de 95 milhões.

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