Sábado, Abril 10, 2021
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As melhores perguntas e respostas da entrevista de hoje de Alan Ruiz

Hoje Alan Ruiz deu uma extensa e interessante entrevista ao Jornal Record. Ficam aqui as melhores perguntas do Record e respectivas respostas do talentoso Argentino.

RECORD: O título é a grande meta do Sporting para 2016/17. Há um ambiente de confiança no balneário na conquista desse objetivo?

ALAN RUIZ – O Sporting propõe-se, em todas as competições, a lutar sempre pela vitória. Não é só no campeonato mas em todas as competições. É algo a que todos os que estão no Sporting se propuseram e que querem cumprir.

R: O facto de o clube não vencer o campeonato desde 2002 torna essa meta mais especial?

AR – Sim, claro. Se virmos pelo ponto de vista de o Sporting não ser campeão desde 2002, sim, mas reafirmo que o objetivo é lutar por todas as competições.

R: Mas há essa confiança?

AR – Sem dúvida! Transmite-se desde os treinos até aos jogos.

R: O ano passado, o Sporting foi líder em 22 das 34 jornadas, perdendo o primeiro lugar no último terço do campeonato para o Benfica. Qual o segredo para que haja mais assertividade esta época? Mais experiência? Mais concentração nos momentos decisivos?

AR – Continuar a trabalhar como temos vindo a fazer até aqui. Estamos a fazê-lo da melhor forma. Com trabalho tudo se alcança.

R: Mas a experiência ajuda…

AR – Claro. Há jogadores que já estavam cá o ano passado e que sabem o que se viveu no campeonato. São jogadores com muita experiência. Ajudam os que chegaram a perceber essa perspetiva.

R: Neste momento em quem apostaria para campeão?

AR – Apostava já no Sporting.

R: Como se explica o facto de o Sporting parecer não reagir da melhor forma depois dos jogos da Liga dos Campeões?

AR – São jogos e momentos que acontecem. Tentamos sempre fazer as coisas bem, mas às vezes não saem como nós queremos.

R: Mas é difícil mudar o ‘chip’?

AR – Não. Muda-se rapidamente. Como disse, temos um treinador muito experiente, que com apenas uma conversa, ajuda-nos a mudar o ‘chip’ rapidamente.

 

R: E a nível ofensivo, os 19 golos deixam sinais de confiança?

AR – Sim, temos um grande poder de ataque! Trabalhamos para isso. Aliás, somos uma equipa muito forte não só ofensiva mas também defensivamente. Temos jogadores muito potentes e há que aproveitar todas as suas qualidades.

R: Na Champions, é possível passar aos oitavos-de-final?

AR – Sim, claro que é possível. A equipa está a trabalhar com muita confiança e focada nos objetivos. Esse é um deles, sem dúvida.

R: O Sporting esteve a ganhar em Madrid, frente ao Real, e só caiu nos minutos finais. É um indicador de que a equipa demonstra níveis competitivos altos?

AR – O Sporting está à altura de qualquer equipa! Tal como fizemos em Madrid, fazemos contra qualquer outro adversário. Estamos a falar de uma grande equipa da Europa, que pode jogar de igual para igual contra qualquer outra.

R: É crucial ganhar ao Dortmund, em casa, para atingir os ‘oitavos’?

AR – Sim, claro! Estou confiante que vamos conseguir um bom resultado. O trabalho que estamos a realizar dá-nos confiança.

R: Que diferenças encontrou entre o futebol português e o sul-americano?

AR – Na Argentina joga-se de forma mais tranquila. Aqui é tudo mais rápido. Aos poucos, estou a conseguir adaptar-me. Os treinos e os jogos são mais intensos, mais disputados. É preciso saber correr com bola, mas sem ela também. É muito importante.

R: Há um Alan antes e depois da chegada a Portugal?

AR – Sim e não só a nível profissional. A nível pessoal também noto diferenças.

R: E porquê?

AR – Sou mais profissional, trabalho a potência, a intensidade. E a perda de peso… Foi muito importante para mim.

R: Quantos quilos perdeu?

AR – Nove.

R: E custou?

AR – Nada. Perdi rapidamente e sinto-me muito melhor. Já não tinha este peso desde o Grémio em 2014.

R: Tem jogado atrás do ponta-de-lança. É aí que se sente mais confortável a jogar?

AR – Sim, sem dúvida. Mas se em determinado momento for preciso jogar como primeiro avançado, vou fazê-lo sem problemas.

R: Aliás, já jogou aí…

AR – Sim! Sinto-me confortável nessa posição, assim como nas costas do avançado. Tenho de adaptar-me às ideias que o treinador tem para a equipa.

 

R: Como começou a sua paixão pelo futebol?

AR – Comecei a jogar num clube de bairro, em La Plata. O meu pai era o treinador. Tinha os olhos sempre na bola e muita vontade de trabalhar. O futebol sempre teve grande importância na minha vida. A bola esteve sempre comigo. Deixei muitas coisas para trás só para jogar.

R: Quem é a sua referência?

AR – Juan Román Riquelme.

R: Porquê?

AR – É um jogador que trata muito bem a bola. Tal com o William! (risos)

R: Tem alguma coisa de Riquelme no seu futebol?

AR – Tento ter. Tenho vídeos guardados no telemóvel. Vejo como jogava e tento aprender algumas coisas do seu futebol. Não se pode imitar Riquelme. É um sonho poder conhecê-lo e trocar ideias com ele.

R: É um fã de carros e tem um Ferrari vermelho. Levantou alguma espécie de ‘problema’?

AR – Não. Um Ferrari é um Ferrari. Não se pinta [risos]!

R: O que sentiu quando surgiu o interesse do Sporting?

AR – Senti-me muito contente, pois estamos a falar de uma equipa ‘grande’ de Portugal que me queria contratar, que pôs os olhos em mim. Isso quer dizer que estava a fazer bem as coisas na Argentina.

R: Estava identificado por Jorge Jesus desde 2011 como uma promessa do futebol argentino. Já o conhecia desde essa altura?

AR – Antes de demonstrar interesse em mim, já o conhecia. Ouvi falar dele muitas vezes, mas claro que me foquei mais nele nos últimos tempos, quando o Sporting fez uma oferta formal por mim.

R: O processo que o trouxe até Portugal foi complicado?

AR – Sim, foi complicado… Como acontece em qualquer negócio, as pretensões dos clubes acabam sempre por abrandar as coisas. Querem mais, querem menos… É normal. Por sorte, concretizou-se.

R: Jesus teve um papel decisivo?

AR – Sim, sem dúvida. Tal como disse, sentia que estava a fazer bem as coisas e sei que também para Jorge Jesus era importante trazer-me para Portugal. Sabia que ele me queria. Fiquei muito contente por ele apostar em mim.

R: O Sporting comunicou que a sua transferência teve um custo total de 8 milhões de euros. Isso coloca-lhe mais pressão?

AR – Independentemente do valor de uma transferência, o trabalho dos jogadores é trabalhar muito e tentar melhorar todos os dias. No meu caso, quero deixar bem o treinador, Jorge Jesus, e o presidente, Bruno de Carvalho, duas pessoas que apostaram em mim. Quero isso e tornar-me um jogador cada vez mais completo.

R: Mas há mais pressão?

AR – Não me traz mais pressão.

R: Durante o processo de transferência, falou-se também no interesse do FC Porto. Foi real?

AR – Isso foi algo mais ‘jornalístico’ do que concreto. A única proposta oficial que me chegou foi do Sporting e, como disse, fiquei muito feliz por se ter concretizado.

R: Mas se tivesse surgido uma proposta do FC Porto, teria optado à mesma pelo Sporting?

AR – É uma questão que não se coloca porque nunca recebi qualquer oferta, tal como disse.

R: Destacou o papel de Bruno de Carvalho na sua transferência…

AR – Sim! O presidente, tal como o treinador, quiseram muito que eu viesse. Quero mostrar-lhes que fizeram uma boa contratação.

R: Quando conheceu o interesse concreto, aconselhou-se com alguém que conhecesse o clube ?

AR – Sim. Tive a oportunidade de falar com o Fito Rinaudo, em La Plata. Disse-me que era um clube muito grande, completamente profissionalizado desde o departamento médico ao cozinheiro.

R: Ficou entusiasmado quando ele lhe falou do Sporting?

AR – Sim, totalmente fascinado! Quis vir o mais rápido possível para ver com os meus olhos.

R: E o Hernán Barcos? Jogava no Sporting e jogou consigo no Grémio…

AR – Ligou-me estava o processo a decorrer e disse-me que Portugal nada tinha a ver com a Argentina, Foi preponderante.

R: É este ano que cumpre a meta de chegar à seleção principal da Argentina?

AR – É um sonho e assim o espero. Sei que me conhecem, pois trabalhei com o Edgardo Bauza, o selecionador, no San Lorenzo. Resta-me continuar a fazer as coisas bem por aqui.

R: Romagnoli deu uma entrevista a Record onde o definiu como um grande jogador… (Alan Ruiz interrompe)

AR – Ah! El Pipi! Um grande jogador, um grande profissional e um grande amigo. Outro que me disse bem do Sporting, que me disse que o Sporting é um grande clube.

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