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Alberto Aquilani – Análise da época 2015-16

Lembro-me bem do que escrevi quando o nosso camisola seis chegou no inicio da temporada.

E depois existem os jogadores que têm na capacidade cerebral o seu ponto forte. Alberto Aquilani é um desses génios que tem o seu maior trunfo no bem decidir. E curiosamente é dotado tecnicamente e do alto do seu 1.86m é tudo menos um jogador a quem falte potência.

Em suma Alberto Aquilani é um jogador cerebral, acompanhado de um físico que lhe permite enfrentar as defesas mais duras, ao mesmo tempo que tem técnica mais do que suficiente para colocar em campo aquilo que decide.

Quando se falava que o Sporting queria contratar um jogador que fosse referência a nível internacional, e depois do colapso da hipotese Kevin Prince Boateng, não esperava que chegasse alguém ainda melhor.

Nem tudo são rosas eu sei. Há uns anos teve algumas lesões que impediram de ter as épocas tão constantes como merecia. Mesmo assim foi raro o ano em que fez menos de 30 jogos. E depois sendo um jogador talhado para a posição 8 irá implicar que ou Adrien ou João Mário tenham menos tempo de jogo esta época.

Mas pensar num meio campo de 442 à Jesus com William Carvalho e Alberto Aquilani é pensar em magia, talento, cérebro, pulmão e físico. Tudo isto em dois jogadores. Um meio campo de dois que é melhor que muitos bons meio campo de cinco!

Pena ter ficado muito longe do que esperava dele. A alguns espaços lá mostrou a classe. Acabou mesmo com números interessantes. Em trinta e dois jogos marcou por cinco vezes, e assistiu os colegas em duas ocasiões.

Mas nesses trinta e dois jogos fez apenas 1595 minutos, cifrando 49 minutos em média. Nunca foi o suplente que Adrien precisava, mas felizmente o português não precisou muito de competição. E como alternativa a William não fez muito melhor.

Não quero soar ingrato, acho que fez uma época decente, mas apenas isso. E para um jogador que já foi um craque, e que aufere um bom ordenado isso é pouco.

Qual o futuro?

Sinceramente o futuro não me parece passar por Alvalade. Gostei muito de o ter por cá, mas não sinto que nem ele nem o Sporting tenham algo a ganhar em continuar a ligação.

Um negócio que cubra as despesas deverá bastar para que saia. E sinceramente para ele penso que lucrava mais em rumar aos Estados Unidos ou China que em voltar a Itália. A sua fome competitiva já teve melhores dias. Mas guardarei boas recordações.

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