Quando o Sporting contratou na época passada Islam Slimani de repente nas redes sociais leoninas começaram a chover presenças de fãs magrebinos. Chegados a Janeiro, e após algumas boas exibições de Slimani, foi contratado Shikabala. Apesar de ser um nome relativamente desconhecido na Europa tem um cartel enorme no Egipto, sendo um dos seus jogadores mais exuberantes e acarinhados pelo público. Nova enchente nas redes sociais de apoio ao Sporting, desta vinda directamente do país dos faraós.

Chega agora Ramy Rabia, um jogador mais novo que os anteriores, mas bem cotado e com muito potencial aparente. E chega agora a altura da equipa principal do Sporting ir jogar ao Egipto para mostrar mais ainda as nossas cores num país que ama o futebol.

Podemos pensar que este mercado de países pobres rende menos que os mercados onde outros têm pescado. China, EUA, Japão e países do Golfo Pérsico têm claramente mais dinheiro. Mas também têm mais tubarões já a competir por esse espaço. E mesmo que não iremos fazer fortunas em vendas de camisolas em países mais pobres, os patrocinadores que lá estão podem utilizar a marca Sporting localmente, recebendo nós por isso dinheiro.

Mas que marcas? Parece que por exemplo a Super Bock, que até já é nossa patrocinadora. Uma marca portuguesa de cerveja, num país onde esta até são proibidas as bebidas alcoólicas a locais, está a crescer e bem nesse mercado usando para tal cerveja sem álcool, e livre até de vestígios alcoólicos. Até coloca sabores típicos da região como a tâmara ou a romã, coisa que me faz confusão mas que eles devem gostar.

E hoje vemos que existem mesmo esforços concertados nesse sentido, pois as camisolas que os jogadores envergarão em campo hoje terão o patrocínio da Super Bock escrito em Árabe. Super Bock 0% pois claro!

Desportivamente esta aposta tem estado a resultar, e parece que em termos de imagem também. Agora é continuar a semear e esperar para colher os frutos!

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