Volta e meia Michel Platini surge com novas ideias. A maioria delas pouco interessantes. Junta isso a um ódio visceral pela introdução das tecnologias no desporto. Com isto as suas ideias e opiniões estão num lado diferente da barricada das minhas. Mas hoje surpreendeu-me pela positiva.

Platini defendeu a criação de duas substituições extra. Estas substituições teriam de ser efectuadas ao intervalo. Com isto, segundo ele, evita que sejam usadas como quebras de tempo adicionais.

Gosto muito desta medida, caso avance por dois grandes motivos.

Aumentar o espectro de idades dos jogadores

Ao permitir estes dois jogadores extra o espectro de idades a utilizar aumenta indirectamente.

Primeiro jogadores mais veteranos podem jogar apenas uma parte, não afectando o rendimento da equipa com a sua baixa resistência.

Depois também jogadores mais jovens podem ser chamados a intervir mais. Entrando em jogos que estejam bem encaminhados ao intervalo. Ou em jogos desesperados colocar mais juventude em campo para aumentar a irreverência.

Cria uma nova dimensão táctica

Ao acrescentar estas duas substituições a meio do jogo toda uma nova dimensão táctica fica aberta para o jogo. Com duas substituições extra todo um sistema táctico pode ser alterado ao intervalo.

Os bons treinadores terão armas extra, e os que nunca mudam nada ficam ainda em maior desvantagem.

Por mim, seriam muito bem vindas estas alterações. E estas pequenas mudanças apenas ajudam o espectáculo a ficar cada dia melhor!

2 COMENTÁRIOS

  1. Dois comentários

    “Primeiro jogadores mais veteranos podem jogar apenas uma parte, não afectando o rendimento da equipa com a sua baixa resistência.”

    O mesmo se aplica ao mais jovens, um jogador muito novo também não aguenta 90m.

    Esta medida pode também fazer 1ªs partes defensivas

  2. Concordo com a ideia e aproveitava a ocasião para ir mais longe: a partir do momento em que é mostrada a placa com o tempo de compensação, deixa de ser possível efectuarem-se substituições.

Deixar uma resposta