Muita coisa se vai falar nos próximos tempos sobre André Carrillo. Sei que a imprensa o vai transformar na última coca cola do deserto.

Sei que alguns dos nossos vão dar-lhe loas, e dizer que eram fãs dele, mesmo quando o assobiavam recorrentemente em Alvalade.

Eu apenas mosto este facto curioso. Na melhor época do Peruano, o ano passado já com 24 anos, ele marcou 7 golos em 46 jogos.

Este ano Gélson em 30 jogos, a maioria deles incompletos, e apenas com 20 anos, já leva 5, sendo provável que faça melhor que o Peruano o ano passado.

Pensem o que quiserem disto.
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17 COMENTÁRIOS

  1. Veja-se o caso de Mané em cerca de metade dos jogos fez 14 golos contra os 16 de carrillo com a camisola do Sporting. Um tem 24 outro 21 anos…

    Carrillo é assunto morto para o Sporting, faça-se o bem funeral rápido que o campeonato não acabou.

    Não há carrillo? Há João Mário, Gelson, Mané, Ruiz, Matheus… Siga a banda.

    • Mais um catedrático do berlinde…

      Os números não mentem, e eu apenas falei de números.

      carrillo – 162 jogos | 16 golos

      Mané – 79 jogos | 14 golos

      época 2014/15

      carrilo – 46 jogos | 7 golos

      Mané – 41 jogos | 9 golos

      carrillo, 24 anos…

      Mané, 21 anos…

      Para informação do “catedrático” Carlos Mané esteve lesionado, e eventualmente fora de forma. Mas os números esses são os que eu escrevi acima.

  2. Antes de mais a minha declaração de intenções. À medida que o tempo foi passando, fui apreciando cada vez menos o Carrillo. Não está em causa a sua qualidade técnica, mas a sua evolução táctica e a maturidade para saber dar ao jogo aquilo que o jogo precisa. Já desde o ano passado que sou da opinião que ele deveria ter sido vendido. Mas se o queriam manter há algo que me parece essencial: nunca deveria ter começado a temporada presente sem que a situação dele estivesse resolvida – seria uma demonstração da vontade de ambas as partes em investirem no futuro.
    Dito isto, um jogador não vale só pela sua capacidade ofensiva em criar lances bonitos, ou em marcar golos e criar assistências. Passa também pela intensidade (inexistente) nos momentos defensivos, pela inteligência em saber quando progredir com a bola e quando passar (segurar ou soltar – houve um jogo do ano passado, não me lembro qual, em que o Carrillo perdeu 8 bolas em 15 minutos apenas porque insistia em fintar). O Carrillo era um desequilibrador, mas infelizmente demasiadas vezes para a própria equipa. Fazia uns rodriguinhos bonitos para a bancada, mas eu prefiro um jogador eficiente: sempre gostei mais da selecção alemã do que da brasileira. Prefiro ganhar por 4-0 sem fintas, do que andar à rasca por causa de umas pormenores inconsequentes.

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