Quando na passada quarta feira Jefferson armou o remate que apanhou desprevenido o guarda redes do Shalke 04 todo o estádio saltou de emoção.

Um grande golo, gesto técnico muito bem executado, e de um repentismo que apanhou de surpresa o guardião germânico.

Mas nem tudo o que parece é. Por vezes digo que ver um jogo no estádio e na televisão não é a mesma coisa. E com vantagem para ver no estádio. Este lance é um corolário disso mesmo.

Entrei no estádio bem cedo, ainda antes do aquecimento. No aquecimento um dos exercícios constantes é o treino de remates à baliza. Dois treinadores estão perto da grande área, e um jogador a vez surge para receber a bola e alvejar a baliza defendida por Rui Patrício.

Neste jogo achei curioso que num desses aquecimentos, Jefferson surgiu quase na quina da grande área, e fez um remate tenso, ao segundo poste e em força.

O mesmo remate que mais tarde fez no jogo, e que deu a reviravolta na partida.

Ao ter visto as duas vezes o lance fiquei sem dúvidas nenhumas. Não foi um gesto técnico do momento, um improviso. Foi um jogador talentoso, e inteligente, que treinou um remate especifico contra este adversário e que o executou na perfeição.

E isto só me faz ficar ainda mais satisfeito com ele. Ter jogadores com esta qualidade, e que até são suplentes por vezes, só me dá esperanças que este ano vamos festejar ainda muitas coisas boas.

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