Neste jogo de regresso do estádio de Alvalade à Liga dos Campeões sabíamos o quão difícil seria. O Chelsea é o líder destacado do campeonato mais competitivo do mundo por alguma coisa. E ontem veio a Alvalade provar isso mesmo.

O Chelsea entrou fortíssimo, e foi preciso toda a galhardia, e muito Rui Patrício, para conseguir suster esta avalanche. Perdemos, e não festejo derrotas. Nunca festejei nem festejarei. Mas já saí de Alvalade bem mais chateado noutras alturas.

Pontos Positivos

Primeiro que tudo Rui Patrício. Sempre me ouviram defende-lo, e cada vez mais irão ouvir. Não ter sido uma figura no Mundial fez com que ficasse fora dos focos do mercado este ano. No entanto isso não faz dele um pior guarda redes. E ontem foi um gigante. Não me lembro de ter visto ao vivo uma exibição tão grandiosa de um guarda-redes como a dele.

Tinha curiosidade em ver como reagiria João Mário a ser lançado nas competições europeias num jogo desta dimensão. E respondeu muito bem mesmo. Uma segunda parte de alto nível, mas mesmo na primeira não cedeu nunca à pressão.

Nani e Carrillo voltaram a fazer um excelente jogo. Mais um, mas a defesa do Chelsea é muito forte e organizada. Mesmo assim Nani conseguiu armar o remate algumas vezes, no que de mais perigoso fizemos.

O trabalho que Slimani desenvolveu, e que tem sido menos elogiado do que devia, foi formidável. Perante dois monstros físicos, Cahill e Terry, Slimani não tremeu. Enfrentou-os, pressionou-os, e abriu espaços para quem vinha atrás dele tentar aproveitar. E isto é de um avançado possante e bem mais completo que alguma vez o supus.

Paulo Oliveira entrou calmo e seguro, e arrisco-me a dizer que foi o nosso melhor central até agora. Mereceu claramente uma oportunidade a titular. Quanto a mim no lugar de Maurício.

Pontos negativos

A defesa como um todo falhou em termos posicionais. No caso das alas compensaram com atitude e tempo de corte, que nos centrais não se verificou.

Maurício fez um jogo melhor em termos de tempo de entrada, e de garra, mas voltando a falhar em posicionamento.

Sarr voltou a ser desastrado. Esteve melhor posicionalmente em média, mas também quando falhou nesse capitulo falhou bem mais redundantemente.

Capel voltou a não acrescentar nada, e para mim perderia desde já o lugar até no banco. Esforço sem qualidade nem evolução não servem de nada.

Conclusão

Um grande jogo. Uma excelente atitude. Uma bela casa, e bem composta. Esta equipa ainda precisa de crescer para estar preparada para enfrentar este tipo de tubarões. No entanto Rui Patrício está preparado para tudo. É um guarda-redes de topo mundial, pelo menos para mim, e por mim renovava-lhe o contrato até 2022.

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