Durante a tarde de ontem toda a situação de Islam Slimani e Marcos Rojo animou a imprensa. Sedentos de sangue a facas afiadas copiosamente não pararam de lançar rumores, não gosto de chamar notícias a isto, sobre eventuais recusas a treinar e ameaças por parte destes jogadores. Tudo isto porque ambos acham que irão ganhar mais dinheiro noutras paragens, e querem seguir esse rumo.

Na segunda-feira escrevi algumas palavras sobre a situação destes jogadores que agora me citarei.

Quantos às birras. Primeiro acredito que isto são conversas de jornais. E depois, com as birras dos jogadores posso bem. Ambos têm contrato por alguns anos, menos no caso de Rojo ainda herdado da última direcção, e só o têm de cumprir. Sou cem por cento contra a negociar contra birras.  E caso alguém a faça, só terá de ter uma conversinha com o departamento jurídico, que é para isso que ele lá está.

Ontem Bruno de Carvalho apareceu na Sporting TV para ser entrevistado. Não terá sido uma entrevista muito tradicional, mas sim um esclarecimento à nação Sportinguista sobre os casos dos últimos dias.

Antes de esmiuçar cada um dos casos tenho de me declarar mais uma vez surpreendido com alguns Sportinguistas. Ou melhor, desiludido que não fico assim tão surpreendido. Dizem que isto de vir a público falar desta forma é mau para o negócio, e que por isso o presidente não o devia ter feito. Com o devido respeito não podia discordar mais. O problema do Sporting, e de todo o futebol no geral, foi durante muito tempo se ter ocultado tudo na cortina de fumo dos negócios. Se há coisa que Bruno de Carvalho representa, e foi mandatado pelos sócios para tal, é que agora o negócio não é a finalidade do Sporting.

É importante as finanças e a parte negocial do futebol, mas a sua base é o futebol e os sócios. Prefiro perder algum dinheiro por troca com a transparência com os sócios. Aliás critico sim quando não se sabe ao certo o que se passa, e demora a dar informações não o inverso.

Quantos aos casos em si, são ambos graves e danosos para o Sporting.

Marcos Rojo

Ficámos a saber que apenas iremos lucrar 7-8% da transferência do internacional Argentino. Por estes valores, e a não ser que nos arranjem alguma forma de compensar financeiramente, ou desportivamente, mais vale ficar com o jogador mais três anos até fim de contrato. E se fizer birra, equipa B com ele e passa mensagem ao dar cabo de boa parte da sua carreira com a brincadeira. Se se perder dinheiro nisto, chamo-lhe investimento.

Islam Slimani

Parece que o Slimani terá novo empresário, ou interlocutor. E parece que este apareceu desde que há possibilidade de um clube mais endinheirado estar interessado no seu concurso. O jogador tem apenas seis meses de titular na Europa. Deu o salto de completo desconhecido para jogador com muito mercado, na Europa. E tudo isto graças ao Sporting.

Se o Sporting acha que o valor que oferecem por ele é pouco para o que investiu, e para o ressarcir das valias desportivas que tem esperanças de conseguir com a sua utilização, nada a fazer. Ou arranjam uma proposta que seja boa para todas as partes, ou aceita o castigo que lhe irá ser aplicado e volta à equipa.

Roma não negociava com traidores, e o Sporting não deve negociar com birras. É isso que espero juntamente com a frontalidade do presidente, e que este apareça sempre que haja situações destas. Noutras paragens os presidentes ocultam e desaparecem nestes casos, gostei de ver esta forma de trabalhar demonstrada ontem.

Isso e ver desmentidas partes das noticias dos jornais. Desde que os jogadores não estão na equipa B, até às cláusulas de recompra que falaram e nunca existiram.

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