Rui Patrício

Começar esta análise individual da época por Rui Patrício é um privilégio para mim. O nosso número 1 foi de novo um baluarte de toda a nossa equipa, e fora de campo um capitão importantíssimo em toda a estrutura.

Sempre foi um jogador que primou pela serenidade. Nem os seus erros nem os ambientes adversos lhe pareciam pesar. Continuou o aumento de desempenho sentido desde a época de Leonardo Jardim a nível de saídas a cruzamentos.

As saídas aos pés de avançados continuou a ser o seu maior cartão de visita. Nesse ponto é um dos melhores da actualidade juntando frieza na hora de decidir a uma coragem para não tremer mal dá o primeiro passo.

Um dos pontos fracos que tinha era o jogo de pés, e este ano evoluiu e muito. Não só na sua vertente pessoal, mas também porque a equipa o começou a solicitar melhor. Também existe uma nova forma de se posicionar no momento ofensivo da equipa desde que Jorge Jesus assumiu o cargo.

Muitas vezes foi São Patrício, mas felizmente menos que noutras épocas nas quais teve literalmente que salvar a equipa. Este ano foi menos necessário.

Futuro

Ao fim de nove anos de Leão ao peito se alguma proposta acima de 10 Milhões de Euros chegasse, e o Rui Patrício pedisse para sair para abraçar um novo desafio aceitaria. Com muita pena, mas seria algo que teria de ser dado ao jogador pelos serviços prestados.

No entanto desde que Rui Patrício queira continuar, e penso que quer, será nosso jogador, e baluarte fundamental, até ao fim da carreira. E para começar nada como uma décima época consecutiva a titular ainda antes dos 30 anos!

2 COMENTÁRIOS

  1. Concordo com tudo – excepto com o deixar sair. Se a questão for dinheiro, pague-se. E ainda fica em conta. Encontrar um guarda-redes que dê as garantias que ele dá, não fica barato ou é preciso arriscar (e será que vale a pena o salto no desconhecido?). E por outro lado, é essencial para uma equipa vencedora de longo prazo a existência de um balneário à Sporting: jogadores formados e feitos na casa, que é na casa que acabam a carreira, e que durante toda a vida não vestiram outra camisola. Vejam a nível mundial a quantidade de equipas cujo sucesso assenta nesta ideia: MUFC (quando passou a rodar jogadores, deu no que deu), Barcelona, Bayern Munique, FCPorto e até agora o nosso rival. A estabilidade é importante. Encontrar bons negócios para vender é uma política normal de especulação e de ganho (que acontecerá com o Slimani) – mas é uma política que funcionará tanto melhor quanto mais estável for a base do plantel – chegam de novo e sabem logo qual o papel e a filosofia da equipa.
    Há jogadores que só venderia se fosse impossível mantê-los, e não apenas pelo aspecto desportivo: Patrício, Adrien, João Pereira, Semedo, Carvalho e o João Mário.

    • Percebo o que dizes. Mas daí deixar nas mãos do jogador.

      É dizer que se for pela parte financeira faremos o esforço. Pela parte desportiva queremos manter até ao fim. Agora dar-lhe essa *borla* caso ele queira mesmo experimentar algo novo.

      Se bem que ele foi pai ainda agora, e duvido um bocado desse cenário.

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