Fomos prejudicados gravemente no jogo frente ao Shalke 04 em Gelsenkirchen . Isto é claro como água.

A falta no lance do segundo golo do Shalke 04 é discutível. Tal como o fora de jogo no lance do terceiro golo do Shalke 04 existe. A expulsão do Maurício é de um rigor extremo. Mas estes casos estão no limite.  São más decisões, quando a mim, mas duvidosas.  E em caso de dúvida deve beneficiar-se o juiz.

Agora que existiu uma dualidade de critérios na atribuição de cartões surgiu durante todo o jogo. O rigor com que era marcada uma falta contra o Sporting, não era tão claro no sentido inverso. E claro, o penalti no tempo de descontos foi a pedra de toque. De longe o momento mais grave de todo o encontro.

Houve depois disto inúmeras reacções. Os jogadores, encabeçados por William Carvalho, a quente disseram o que sentiram. Gostei, mostra que sentem o que se passou. Não deviam fazê-lo publicamente. Mas era inevitável.

A nossa direcção esteve muito bem. Fez um protesto formal, e até pareceu aberta a uma decisão salomónica em aceitar apenas a compensação monetária. Claro que este protesto formal dificilmente nos trará dinheiro ou pontos. Mas deu para ver a direcção do Shalke 04 a dizer que concorda connosco. Em Portugal nunca tal aconteceria. Ainda me lembro de um roubo que sofremos em que o treinador adversário disse que foi “limpinho, limpinho”.

Mas o que mais gostei foi de ver a imprensa internacional a voltar a falar do Sporting como um clube interessado em mudar o futebol. Um lutador da verdade desportiva. Já tinha surgido isso no caso contra a Doyen. E voltou a surgir agora.

Em Portugal a direcção de Bruno de Carvalho é gozada pela imprensa. Mas a imprensa estrangeira, especialmente Francesa e Inglesa, a pouco e pouco tomam o nosso presidente como o homem anti sistema. E esta reacção da imprensa internacional tenho de admitir, dá-me orgulho!

 

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