Neste momento muito se fala da potencial saída de Paulo Bento do cargo de seleccionador nacional. Como quando o projecto falha, e neste caso temos de admitir que falhou, uma das maneiras fáceis de mudar radicalmente o rumo é trocar de treinador.

Mas nestes casos mais do que tudo é necessário pensar no passo seguinte. Para deixar sair um treinador, tem de se ter já definido o próximo alvo.

A solução mais “simples” e com menos risco, tende a ser procurar um treinador experiente, habituado ao futebol português e tendencialmente Português. Nestes termos, e considerando apenas treinadores livres, ou que ficarão livres no fim do mundial, surgem-me três nomes.

O Velho Faraó Manuel José

A idade pode ser um fardo neste caso. Dos três nomes que escolhi é o mais velho, mas também o  o mais titulado. O currículo que apresenta é impressionante, e os títulos que conquistou por África são relevantes, e difíceis de obter. Nunca se vergou ao sistema, e por isso tem uma guerra de longa duração com Pinto da Costa. Esse facto deve metê-lo à partida fora da corrida infelizmente.

Um homem que percebe de futebol, e de organização, e que teria tudo para lançar as bases de um projecto de futuro, mas pouco ousado em termos tácticos e de espectáculo.

O Engenheiro do Penta Fernando Santos

Apesar de mais novo que Manuel José a sua experiência, especialmente ao serviço dos três grandes e na Grécia (tanto a nível de clubes como selecção). As passagens pelos três grandes não deixaram nenhum dos adeptos dos clubes muito satisfeitos com ele, no entanto é competente.

Teria como grande vantagem um futebol pragmático e organizado, podendo perder no espectáculo. Outro ponto positivo seria a sua ligação com os três grandes, seria bem aceite provavelmente por todos.

O Amante do Futebol José Peseiro

É o mais novo e menos experiente dos três. Também é de longe o menos titulado, apesar da grande carreira que fez ao serviço do Sporting, falhando na recta final. Tem um gosto por um futebol apoiado, desenvolvendo bem jogadores e com uma ideia táctica muito evoluída. No entanto sempre teve problemas graves de balneário nos vários sítios onde passou. Não é um grande líder, e pode ser “queimado” facilmente pelos jogadores.

Provavelmente teria pouca boa vontade inicial dos adeptos, mas em caso de conseguir meter a selecção a jogar bom futebol conquistaria-os rapidamente. Depois dependeria muito se teria uma estrutura que conseguisse controlar os jogadores e os manter a rumar para um lado.

Conclusão

Uma escolha difícil. Qualquer um tem vantagens, e desvantagens. Qual seria a vossa escolha?

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