Ver esta selecção de Sub21 a jogar é uma maravilha para quem gosta de futebol. Futebol de posse, mas sempre com os olhos postos na baliza.

Um enorme William Carvalho a comandar todo o meio campo, qual dono do jogo. Um Bernardo Silva a transpirar futebol por todos os poros. João Mário e Sérgio Oliveira a fazerem um enorme trabalho sem aparecer tanto nos holofotes. Os dois médios centro garantem que há sempre uma linha de passe, sempre uma forma de circular a bola. E sempre dispostos a aparecer em situação de remate de meia distância.

Uma defesa a quatro Magníficos, esteja Ilori em campo ou Tobias. Comandados por Paulo Oliveira, que tem estado imperial, a proteger José Sá. Que cada vez mais mostra que por muita ajuda que lhe dêem ele também se desenrasca muito bem por si só. Ricardo Esgaio e Raphäel Guerreiro são dois esteios. Não se dá tanto por eles mas dão um equilibrio enorme entre a defesa e todos os outros sectores.

E depois no ataque soluções para todos os gostos. Desde o oportunismo de Ricardo. Ao esforço do Cavaleiro. Ao poder físico de Gonçalo Paciência. À arte de Iuri. E a magia de Carlos Mané. Tanto talento disponível para dois lugares. E pensar que ainda se podia ter chamado André Pinto e Bruma.

Mas esta geração de enorme talento vale também pela alma. Apresentaram-na desde o primeiro jogo. E mesmo quando foi dificil jogar bem, e controlar ofensivamente, como no jogo contra a Itália, mantiveram-se unidos para a vitória. E ontem… bem ontem resolveram destruir uma das maiores selecções mundiais.

A Alemanha é uma das selecções mais poderosas em todos os escalões. E ontem, no segundo escalão mais importante, e numa meia final de Europeu foi cilindrada.

É um jogo que estes miúdos vão ter na memória para toda uma vida. E eu também.

Agora, e sem querer aumentar a pressão, não espero nada menos que uma vitória no Europeu. Eles merecem, e está perfeitamente ao alcance deles.

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