Devido a afazeres pessoais e profissionais não consegui fazer nem antevisões nem comentários sobre os nossos últimos três jogos de 2014.

Apesar de tudo consegui um tempo para ver esses jogos, dois para o campeonato e um para a Taça de Portugal com a atenção de sempre.

O que achei dos três jogos é no entanto muito semelhante. Ao contrário do que muitas vozes dizem não acho a equipa com falta de vontade. Os jogadores até lutam, mas a falta de discernimento tem sido aterradora.

Motivos? O primeiro de todos parece-me que se prende com a ausência de Nani. A equipa nunca poderá depender de apenas um jogador. Mas a verdade é que quando entra um jogador tão acima da média como Nani tudo isto é subvertido. Em caso de dúvida com Nani em campo, entrega-se a bola a ele. Quando se depara com uma defesa demasiado fechada? Nani tem uma solução.

Depois o stress que gira em volta da equipa. A distância pontual para o primeiro, mais do que supostas guerras internas que a imprensa defende, coloca uma pressão gigante sobre os jogadores. Alvalade deixou de ser um local tranquilo de repente. E os jogadores ressentem-se disso mesmo.

Para somar a isso a táctica plano B de Marco Silva não resulta de início, tentando fazer de Montero um 10. Já Jardim o ano passado tinha percebido isso. Mas Marco Silva, treinador que aprecio muito, parece ter sido mais teimoso até perceber isso.

Noutra nota, e relativa ao jogo da taça, também se provou mais uma vez que Marcelo Boeck, apesar da sua boa vontade e boa imprensa, nunca terá o nível para um titular do Sporting.

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