Muito se tem lido e escrito sobre a questão das claques e dos cânticos tristes que as mesmas têm tido.

Seja desde há muitos anos, como no caso do cânticos dos No Name Boys, ou recentemente como no caso dos Super Dragões ou da Juventude Leonina.

Hoje surge no entanto o que para mim é o melhor resumo até agora deste caso por parte de Santana-Maia Leonardo para o Jornal Rede Regional.

E não há ninguém que lhes leia a cartilha?

O cântico dos Super Dragões em que utilizaram a tragédia do Chapecoense para atacar o Benfica foi sobretudo uma manifestação de ultra-estupidez não só pela falta de sensibilidade revelada mas sobretudo porque era um daqueles casos mais do que evidentes em que o único clube que iria sair maltratado com a brincadeira era o clube dos Super Dragões: o FC Porto. Em todo o caso (é bom não esquecer), não foram os Super Dragões os causadores da queda do avião do Chapecoense.

Relativamente ao cântico da claque do Benfica em que festejaram o very-light que assassinou o adepto do Sporting no Jamor, estamos noutro patamar de gravidade porque já não se trata apenas de uma brincadeira de mau gosto.  Com efeito, neste caso, o que a claque do Benfica celebra é um assassinato cometido por um elemento da própria claque, enquanto membro da claque e durante um acontecimento desportivo em que a claque participou e interveio. Ou seja, para além de não mostrar o mínimo de respeito pela dor da família da vítima e pela sua memória, a claque do Benfica não só não demonstra a mais pequena ponta de arrependimento como faz questão de manter vivo este caso, mais de 20 anos depois, não para servir de exemplo para não se repetir mas para o festejar e celebrar, fazendo a apologia da mão assassina.

Com a agravante de ser reincidente: o ano passado colocou uma tarja a festejar o aniversário do assassinato e agora repete o cântico em dois jogos seguidos. Parece-me que já vai sendo tempo de alguém lhes ler a cartilha…

1 COMENTÁRIO

  1. Debate do dia: comportamentos das claques!
    Será que há gente capaz de analisar a etiologia destes comportamentos mas de forma ISENTA , RESPONSÁVEL E CORAJOSA?????? Claro que não! Completamente fora de questão! E porquê???? Fácil! Seria necessário denunciar muita gente, gente muito influente, muito importante que comodamente se escondem tranquilamente a ver os selvagens atrasados a ser dizimados! Falo de quem?????
    – Comunicação social e sua dualidade de critérios na avaliação dos casos, na forma tendenciosa e por vezes falaciosa como aborda certos temas, lances, etc. de forma constante e quase sufocante… temas desenvolvidos até á exaustão…. outros apagados comodamente…. mas as claques conhecem-nos…. o povão não!
    – Autoridades policiais! São tão brandos para uns e tão vigorosos para outros… situações iguais/ comportamentos diferentes…. porquê???? Eu sei! A malta das claques sabe, o povão não! E isso é que é importante… o povão não saber!
    – inoperancia, gritante dualidade de critérios, das entidades publicas de gestão, justiça, disciplina e federativas… nada é auditado, confirmado, isento!!! Mais uma vez, os exemplos são inúmeros, provas mais que muitas…. justiça legal????? Não há… tem de se fazer de forma pessoal…. 100% CRITICAVEL! UMA ABOMINAÇÃO! Mas o sentimento de injustiça reina no meio das claques…. os senhores assobiam para o lado! O que é crime para uns ( sustentado pelo código civil) é folclore ( amplamente sustentado por quem acima descrevi) para outros… e depois… a culpa é das claques….
    Assim vai andando este paraíso á beira mar plantado!

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