Este Domingo repetiu-se a história do central expulso. E desta feita com oa agravante do resultado ainda desfavorável para nós. Marco Silva fez a única coisa que podia fazer, visto não ter outro central no banco, e mandou William Carvalho entrar no jogo.

Até aqui não havia outra escolha, mas no entanto de seguida Marco Silva resolveu dar uma ordem mais arriscada. Ditou que William passasse a jogar a central enquanto a equipa defendia, mas a jogar no seu local habitual do meio campo quando atacava. Desta feita passando na prática a contar apenas com três defesas, e apenas um central, a todo o tempo.

E que aposta bem conseguida. O Boavista não era ameaça suficiente para ter um segundo central a tempo inteiro, e poder contar com William no meio campo foi uma mais valia.

Isto remeteu-me quase dez anos para trás no tempo, para a época de Co Adriaanse no Porto. Cedo o holandês percebeu que para o campeonato português ter sempre dois centrais era um exagero. E foi o único treinador de um grande que me lembro de tomar uma ideia tão inovadora como a de deixar cair um central. Nessa altura Paulo Assunção fazia o jogo entre a posição de trinco com bola, e central sem ela. Como William neste jogo contra o Boavista.

E se isto corre bem a jogar com 10 jogadores, pensem no que pode dar com 11. Podiamos jogar com um segundo ponta de lança, ou um dez puro, nas costas de Slimani.

Porque não Marco, para os jogo contra mais de metade das equipas que por aí andam de autocarro montado?

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