Ao final de 4 anos (e não 2) no SLB ninguém (adeptos, direcção, etc) queria lá o Jorge Jesus.

O presidente foi o único que percebeu que era necessário ele ficar, a bem do projecto e da estabilização de métodos, estruturas, organização, cultura, exigência, etc.

No 2º ano dele lá, ao fim de 3 jornadas, tinham 0 pontos…estavam virtualmente fora da corrida ao título!

Claro que tendo acesso a outros mercados e outras capacidades financeiras, conseguiram, ainda assim, lutar por outros objectivos, como a liga Europa (2 finais e um meia-final).

Os resultados da continuidade estão à vista.

Por muitos outros factores que existam (e há, como sabemos), tudo leva o seu tempo e lá, ele teve-o.

E agora, um treinador muito menos conceituado também tira partido da máquina montada e até qualquer jogador da formação, por mais “miúdo” que seja, surge na equipa principal com naturalidade e sem se criarem “guerras” com os veteranos que por vezes são relegados para 2º plano… é a cultura do clube que foi criada… os jogadores servem o clube, não o contrário… como desde há muitos anos parece acontecer no SCP.

ENORME tiro no pé, se vier a acontecer….mas como sempre, só irão perceber isso tarde demais…

Como vamos deitar fora a experiência, conhecimento e cultura de exigência, de ganhar e de melhorar deste treinador (mesmo que seja fala-barato, bronco, egocêntrico…tudo isso)?

Texto enviado para o Sporting Filtro por um leitor, sobre Jorge Jesus e o Sporting que fez todo o sentido passar para um artigo mesmo.

7 COMENTÁRIOS

  1. Há aqui um mito que tem que ser desfeito de uma vez por todas. Garantido que não tenho como provar isto, mas tenho “passarinhos” que costumam cantar bem.
    De facto, é mais ou menos público que, dentro da famosa “estrutura”, JJ era desprezado, pelos mais variados motivos. O principal, de modo genérico, foi este: muita dessa “estrutura” já lá estava, com os “lindos” resultados que víamos. Com a entrada dele, mesmo com apenas um título de campeão em quatro possíveis, era inegável que tinha voltado ao futebol do Benfica algum sentido de autoestima. E isso, para muitos dos que já lá estavam, era difícil de engolir, com Rui Costa à cabeça – e acreditem: uma das causas principais para JJ não se manter no Benfica tem a ver com uma luta de galos entre os dois, a qual JJ, como “inferior” hierárquico, nunca poderia ganhar.
    Seja como for, um facto que tem sido muito bem escondido é que, na verdade, JJ e LFV já tinham acertado, com papéis assinados e tudo, a renovação de contrato por mais duas épocas, durante abril de 2013, quando tudo parecia encaminhado para o Benfica ser, pelo menos, campeão nacional. Ou seja, cerca de um mês antes do fatídico maio em que tudo se perdeu, culminando com aquelas cenas de quase-pugilato que Portugal (quase) inteiro viu em direto. Quase depois disso, LFV, sabendo que havia lutas de Poder no Benfica (e este é um capítulo que um dia irá ser escrito como dever ser) e que JJ estava fragilizado aos olhos dos adeptos, quis despedir JJ. Ao que este não se opôs, mas com uma condição não negociável: como o contrato de renovação já estava devidamente assinado, o clube teria que lhe pagar o dinheiro devido na sua totalidade, o mais imediatamente possível. O resto é a história que se sabe.

  2. Não há comparação possível, JJ esteve para ganhar tudo e tudo perdeu, campeonato,taça e liga Europa. No Sporting deixou de ter qualquer possibilidade muito cedo. No Benfica JJ tinha um presidente que concordasse ou não mantinha “low profile”, no Sporting, bem no Sporting temos o que temos.

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