Johan Cruyff

Hoje faleceu Hendrik Johannes “Johan” Cruyff. Não digo morreu, porque na realidade enquanto se jogar futebol nunca morrerá Cruyff. Existem jogadores que nos marcam pelos records. Existem treinadores que nos marcam pelos titulos que acumulam. No entanto Cruyff não ficou com grandes records dos tempos de jogador. E dos tempos de treinador ganhou uma Liga dos Campeões, mas fora isso não tem estatisticas muito relevantes.

Mas a classe que exibia em campo enquanto jogador marcam. Marcou quem o viu jogar ao vivo. E marca quem ainda hoje vê os mundiais e europeus do passado em qualquer transmissão. Sem posição demasiado definida em campo, no tal futebol total de Rinus Michel era um médio que aparecia na frente a marcar golos e atrás a defender com o último homem. Com uma classe, uma técnica, e um sentido claro do que era o jogo que ainda hoje é raro.

Depois como treinador levou o modelo ainda mais longe. Lançando bases para os sucessos do Ajax nos anos 90, e do seu Barcelona ainda hoje. Ganhou alguma coisa, plantou as bases, e seguiu a sua vida. Nunca foi demasiado agarrado ao dinheiro, senão tinha treinado até à pouco tempo.

No entanto as suas ideias continuam presentes, e todo o seu legado perdura. A lógica que todos têm de defender, e todos têm de atacar. A ideia que a melhor finta é um passe bem direccionado. E claro, aquela ideia de que a bola tem de estar sempre a mexer, e cada jogador deve proporcionar aos seus colegas linhas de passe. Nada de rigidez, mas sim um jogo fluido e cerebral.

Hoje o futebol fica sem acesso a novos conselhos seus. Mas os que cá deixou continuarão a marcar por muitos anos este tão belo jogo.

Até sempre Johan Cruyff

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