João Mário

Muita gente gosta de gozar com o estilo por vezes meio tresloucado de Paulo Futre. Mas nunca nos podemos esquecer que foi um jogador de top mundial, ficando em segundo lugar na Bola de Ouro que perdeu para Ruud Gullit. E depois um director desportivo de topo também, que levou o Atlético de Madrid à vitória do campeonato espanhol. E hoje resolveu falar sobre João Mário.

Para mim, tem de jogar sempre, foi o jogador mais importante do campeonato português, junto do Jonas, do Benfica. Se não parar de crescer, dentro de dois anos é o único jogador a atuar na Europa para substituir o Iniesta, no FC Barcelona. Com a qualidade e a inteligência de jogo que tem, é o substituto natural de Iniesta.

Paulo Futre

Nunca tinha pensado na comparação com o talentoso médio do Barcelona. Mas depois de pensar um pouco nestas palavras faz todo o sentido.

A maneira de jogar de cabeça levantada. A sua colocação no terreno entre o oito e um médio ala. E a constante busca pelo espaço vazio.

Só espero é que o Barcelona não tenha ouvido Paulo Futre. É que gostava mesmo de ver mais um ano de João Mário no Sporting…

1 COMENTÁRIO

  1. Para a comparação ser mais fiel, o João Mário teria de saber soltar a bola mais cedo. É algo que se aprende, e sobretudo depende do modelo de jogo da equipa na qual se enquadra (se privilegia a progressão com posse ou a progressão com passe – cada mecanismo tem vantagens e desvantagens). Nesse aspecto acho que o João Mário acrescenta mais quando segura um pouco, atrai os adversários e depois, ou passa a bola ou sai em finta (reiniciando o processo passe/finta).
    Era bom tê-lo mais um ano. E talvez fosse bom para ele. É preferível ter um ano em que garanta tempo de jogo, sedimentação de processos, aumente confiança, melhore onde ainda tem carências (tem uma finalização atroz e deveria ser capaz de um remate mais espontâneo fora da área). Saltar já, poderia ser perder um processo importante de amadurecimento. Não nos esqueçamos que JJ chegou a puxar-lhe as orelhas no início da temporada (mesmo me público) e chegou a sentá-lo no banco. E esse crescimento aconteceria melhor numa casa onde é conhecido, respeitado e acarinhado.
    Há jogadores que deram o salto cedo demais e a passada foi maior do que as pernas (Quaresma, Bruma, Ilori). A paciência é uma virtude.

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