Faz hoje 629 anos que aconteceu um ponto crucial da história de Portugal: a Batalha de Aljubarrota. O que tem a ver isto com o Sporting? Vamos falar um pouco primeiro de história e depois lá chegaremos.

A crise de 1383-1385

Em 1383 morre D. Fernando, rei de Portugal e dos Algarves. Durante a sua vida foi um homem ambicioso, mas nem sempre o mais inteligente. Pensado que estava a fazer uma grande jogada casou a sua filha primogénita com o seu vizinho D. João I de Castela. O problema disto foi que ao ser a sua herdeira legitima, com a sua morte o poder passaria para Castela, formando a união das duas Coroas sob a égide Castelhana.

Os nobres, em troco de benesses prometidas, na sua grande maioria aderiu à causa Castelhana. No entanto a arraia miúda de ventre ao Sol, junta com os mercadores e restante burguesia, liderada pelos poucos nobres que se mantiveram fiéis à verdadeira Pátria lusa resolveram pegar em armas e colocar no poder alguém que amasse Portugal.

Foram três anos de confrontos duros, muitos morreram, e tudo teve o seu culminar na Batalha de Aljubarrota. As tropas Portuguesas, em grande desvantagem numérica, e contando apenas como aliados trezentos arqueiros Ingleses apresentaram-se com galhardia para a batalha. Os Castelhanos eram a maioria, e apoiados militarmente pelos seus aliados Franceses, Aragoneses e de várias partes de Itália.

Mesmo assim com inteligência, galhardia e o amor à sua Pátria, Portugal liderado por D. João de Avis triunfou e manteve a sua independência, tendo pouco tempo depois entrado na sua era dourada.

Então e o Sporting?

Experimentem trocar nesta história D. Fernando por Godinho Lopes. Os nobres que desertaram para Castela pelos muitos Sportinguistas que ajudaram nas negociatas com os fundos e outros agentes não desportivos.

Troquem Castela pelos juntos e outros agentes não desportivos. Já agora troquem os Franceses e Aragoneses por Porto e Benfica. Tudo faz sentido?

Bruno de Carvalho, tenta imitar D. João de Avis, arranja um João das Regras para nos fazer valer nos tribunais se for preciso. Nós estaremos contigo e com a equipa nesta guerra. Seremos a Ala dos Namorados que tão bem esteve nessa data, sem medos, e por muitas baixas que tenhamos, o Sporting será sempre nosso e independente desta gente.

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