Não se entende como um guarda-redes que disputa todos os jogos da Primeira Liga, sendo posto à prova a um nível de dificuldade mais elevado e permanente, pela dimensão inerente ao Gil Vicente, e que apresenta um nível competitivo altíssimo não é o melhor da Liga.

A atribuição deste prémio foi uma farsa. Os critérios de seleção muito mal conduzidos e não espelham o que de facto se passou no campeonato português.

O Adriano Facchini foi reconhecido pela esmagadora maioria da comunicação social como o mais valioso deste campeonato ou um dos mais valiosos na sua posição. Um dos jornais nacionais da especialidade, o Record, considerou-o o melhor guarda-redes da época, cotando-o para o seu onze ideal. Esteve meses a fio em segundo lugar no prémio de regularidade de outro jornal desportivo, A Bola, quando esta classificação incluia todas as posições.

António Fiuza – Presidente do Gil Vicente

Não tenho especial simpatia por António Fiuza, mas tenho de reconhecer que das personagens do futebol português é das que mais se encontra longe do sistema. Além disso não tem papas na lingua.

E agora pensando bem no que ele diz, será que faz sentido atribuir o prémio de melhor Guarda Redes da liga a um guarda redes que apenas fez meia época e que tem uma equipa à sua frente que o faz enfrentar menos perigos?

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