Hoje em dia querem-nos vender a imagem que Eusébio era um tipo humilde. Bom desportista com um enorme fair play. E até que tinha um amor imortal para o com o Benfica.

Bem sei que nada disso é verdade. Que só ficou os anos que ficou no Benfica porque o regime Fascista de Oliveira Salazar assim o ordenou, quando tinha feito para ir para sair para Itália. Que humilde, muito menos. Sempre vaidoso, até quando Ricardo defendeu aquele enorme penalti no Euro 2004 teve de vir dizer que ele só defendeu porque tinha sido ele a dizer para onde se atirar.

Bom desportista e fair play é a piada maior. Bem sabemos que aceitou jogar pelo Beira Mar contra o Benfica mas disse logo que iria jogar contra a própria equipa. Atirando até para o lado caso fosse marcar um penalty.

Já para não falar do álcool e do jogo, que segundo muita gente fala lhe arruinou o dinheiro que ganhou e forçou a voltar ao Benfica. Essa história não sei se é verdade. Ouviu-se muitas vezes, mas dela provas não há.

Mas provas há de um facto pouco conhecido. E muito mais grave. Eu também só o soube recentemente, e porque me enviaram. O branqueamento chegou a esse ponto. Mas Eusébio também era um agressor até para os adeptos.

A Agressão de Pitons ao Peito de Eusébio

Corria o dia 12 de Maio de 1967. O Benfica sagrara-se campeão nacional frente ao Beleneneses. E como era tradição na altura os adeptos invadem o campo para cumprimentar os seus jogadores. Um destes adeptos é Artur Glória. E ao aproximar-se de Eusébio acontece-lhe algo inesperado.

O jogador Benfiquista levanta o pé agredindo-o com os pitons em pleno peito. Artur cai no chão, e mais tarde viria a comentar da seguinte forma:

«Tive medo que Eusébio me tivesse inutilizado para toda a vida (…) Deixei que me fotografassem o peito, os seus colegas já o fizeram uma quantidade de vezes mas não percebo porquê que ainda não publicaram a fotografia (…) E além disso queria que os meus consócios do Benfica vissem o que Eusébio me fez»

No entanto parece que na altura o lance foi bem abafado, inclusive alguns jornalistas chegaram a dizer que Artur tinha mesmo pedido desculpas a Eusébio. Quando confrontado com isto a reacção de Artur é clara:

«Como é que escreveram uma coisa dessas?!… O Eusébio é que me pediu desculpas, ele é que tinha de fazê-lo!»

Ao menos pediu desculpa. Esperemos nós que tenha sido de sua própria iniciativa. Será difícil de saber hoje em dia.

E esta história é ainda hoje pouco conhecida. E claramente abafada. Tanto na altura como hoje em dia.

Partilhem este caso para não continuarmos a viver no estado em que toda a gente fala deste senhor como um exemplo. E ainda para mais quando o comparam com seres humanos realmente exemplares como Cristiano Ronaldo.

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