Estoril vs Sporting

Depois da ressaca do Derby volta a ser a altura de entrar em campo. Altura de ir até à Amoreira, e matar o borrego das últimas épocas, ganhando neste jogo difícil contra o Estoril Praia.

Quem acompanha o campeonato português sabe que o Estoril é tudo menos uma equipa fraca, ou tosca. E a comandar a criatividade do meio campo está alguém que é conhecido dos amantes do futebol, Mattheus Oliveira. O nome pode não dizer logo porque o conhecemos, mas é o filho de Bebeto, nascido dois dias antes daquele Holanda vs Brasil onde o seu pai bisou. E onde fez a celebração do embalar do bebé, para o actual jogador do Estoril Praia.

Mas o filho pouco tem  ver com o pai. Bebeto era um homem golo. Pouco dado ao requinte técnico, mas de uma frieza mais germânica que brasileira. Mattheus é muito diferente. Médio de toque de bola refinado, e elevada criatividade, será fulcral parar o médio criativo. Porque se não se para o médio a bola chega ao veloz Leo Bonatini. E esse com velocidade e remate certeiro faz estragos a qualquer defesa.

Do nosso lado temos inúmeros problemas de ausências. A começar Jefferson lesionado. Mas como não acho que se perca nada com Marvin em campo é para o lado que descanso melhor. O mesmo não posso dizer da ausência por castigo de Adrien.

Sem o capitão podemos colocar em campo Aquilani. Mas aí perdemos dinamismo e agressividade, por muito que se ganhe em posse de bola e lançamentos longos. Até prefiro passar João Mário para o meio, mas aí ficamos com problemas em ocupar os três lugares por trás de Slimani.

Bryan Ruiz está em dúvida depois das agressões de Renato Sanches. Se retirarmos à equação João Mário a meio campo teremos Matheus Pereira, Mané, Bruno César e Gélson disponíveis. Para dois lugares, e usamos outro ponta de lança? Ou usar mesmo os três?

Eu usaria dois. E para ponta de lança adicional, acho que daria a última oportunidade e Téo. Parece que ainda resta alguma vontade, e ao contrário do que se diz, ainda tem a mesma média de golos por minutos que Montero. Mas Barcos ficaria a postos para entrar caso fosse preciso.

Mas ganhar é mandatório. E pelo que se sabe a Amoreira terá mais gente afecta ao Sporting que ao Estoril. E será um mini Alvalade.

Agora é jogar, e ganhar!

4 COMENTÁRIOS

  1. Só agora li o texto e há um erro de palmatória: o Téo tem a mesma média de golos que o Montero?! Montero em 1352 minutos, levava 6 golos marcados (1 golo a cada 225 minutos). Téo levava 1469 minutos com 7 golos (1 golo a cada 209 minutos). Até pode parecer que o Téo leva vantagem, excepto nestes detalhes: o Montero foi titular em 16 jogos, o Téo foi titular em 20 – o Montero era quase sempre titular em equipas de poupança, em que as primeiras linhas do meio-campo, os municiadores, estavam a descansar no famoso sistema de rotação do JJ. O Téo foi titular nos últimos 4 jogos com a equipa titular e rematou à baliza uma média de 1 vez por jogo. Mas se olharmos apenas para a Liga Portuguesa então a diferença é abissal: Montero marcou 3 golos em 529 minutos, sendo que o Téo, para marcar os mesmo 3 golos, precisou de 917 minutos. Os 3 golos do Montero marcaram diferença significativa em todos os jogos, valendo ao todo, 9 pontos, os do Téo apenas foram decisivos 1 vez, em que valeram os 3 pontos. O erro na comparação dos dois é grave e digno do JJ.

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