Estes últimos dias têm sido pródigos em entrevistas. Uma destas foi ao nosso Italo-Argentino Ezequiel Schelotto. E nela o jogador tece rasgados elogios a Jorge Jesus. E fica estes elogios na sua qualidade enquanto formador.

Quando cheguei, surpreendeu-me o trabalho que o mister faz. Ele quer que nós melhoremos todos os dias, que não nos acostumemos ao que temos. Temos de saber jogar com e sem bola e nunca me tinham ensinado tanto. (…) Joguei 8 anos em Itália e, lá, muitas equipas não têm a ideia do que é jogo sem bola. Não significa que trabalhem mal, apenas sinto que fazia falta ao futebol italiano um técnico com os conhecimentos de Jorge Jesus. Aprendi mais sobre o processo defensivo em 7 meses com o mister Jorge Jesus do que em 8 anos de futebol italiano.

Não descansamos nunca, queremos crescer sempre. O mister diz-nos sempre que é nos momentos em que as coisas não estão como queremos que se vêem os grandes campeões. Somos um grupo muito jovem que trabalha todos os dias para cumprir um objetivo muito importante para o clube e para os seus adeptos: o título de campeão nacional.

Tendo em conta que o futebol italiano é reconhecido, ou pelo menos era, como o mais desafiante tacticamente, maior elogio para a qualidade de formação de Jorge Jesus era difícil.

Mas isto só pode passar em claro ao observador mais desatento. Quem vê no estádio como se movimentam João Mário, Adrien e mesmo William e Slimani, e compara como se mexiam nos últimos anos, isto é tudo menos novidade.

E isto é o que mais me tem agradado esta época, por contraponto com a época passada. Nota-se real evolução dos jogadores. Tanto a nível individual como em termos colectivos. E com isso quem mais tem a ganhar é claramente o Sporting Clube de Portugal.

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