O Sporting apresentou-se com brio e classe, como manda a sua história, e com naturalidade conquistou a 29ª Taça de Honra de Lisboa. Mas como jogou ao certo?

À primeira leitura dos titulares pode parecer que a equipa se apresentou disposta tal como Leonardo Jardim a apresentava. Com a troca directa de William por Rosell claro.

No entanto toda a mecânica foi realinhada.

Em posse Leonardo apresentava um William Carvalho bem recuado pronto para receber qualquer circulação de bola para trás. À sua frente André Martins e Adrien Silva ficavam quase a par preparando-se para colocar as bolas nos extremos mal houvesse oportunidade. Os extremos abriam muito para poder receber a bola e partir directos para a linha de fundo.

Com Marco Silva a mecânica em posse é completamente mudada. Rossel desce quase até à zona dos centrais ficando como um falso terceiro central. Adrien Silva fica mais recuado, quase na posição ocupada por William o ano passado.  À sua frente André Martins sobe mais, ficando com muito mais liberdade criativa. Por outro lado os extremos em vez de colarem tanto à linha aparecem mais no jogo interior, sendo que a linha é ocupada pela subida do lateral desse lado. Nesta forma ofensiva a equipa quase que se desdobra num 3-4-3.

Ainda mais interessante é reparar que por vezes o Rossel subia para a zona que era o ano passado ocupada pelo William, e que nesses lances os laterais ficavam atrás na zona defensiva, ficando a forma ofensiva no 4-3-3 habitual.

Gostei bastante destes conceitos tácticos visto poder aumentar em muito toda a imprevisibilidade do ataque, confundindo os defesas. Precisa de ser ainda mais trabalhado e rotinado, mas nestes dois jogos fiquei claramente entusiasmado com estes pormenores tácticos.

A análise a cada jogador, que o texto já vai longo, fica para a parte 2.

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