Cipriano dos Santos Nunes

Cipriano dos Santos Nunes nasceu em Almada, a 13 de Outubro de 1901.
Começou a jogar com a tradicional bola de trapos, ainda na escola primária, como tantos outros rapazes do seu tempo. O seu lugar preferido era entre duas pedras ou duas malas e aí rompeu muitos calções e camisolas e esfolou joelhos e canelas, para evitar que a “trapeira” ultrapassasse a linha imaginária da “baliza”.

Ingressou no Sporting pela mão de Oliveira Duarte e estreou-se em 1922, num jogo da 4.ª Categoria, frente ao Belenenses, exibindo-se de tal forma que foi logo convocado para o jogo da 1.ª Categoria no domingo seguinte, contra o Internacional. Os leões venceram por 3-0, tendo Francisco Stromp, a lenda verde e branca, felicitado o novo guarda-redes com um grande abraço, augurando-lhe um grande futuro.

Cipriano representou o Sporting durante 9 épocas, sempre ao mais alto nível, conquistando 1 Campeonato de Portugal e 4 Campeonatos de Lisboa. Foi também internacional português e esteve nos IX Jogos Olímpicos de Amesterdão, na Holanda, em 1928. Em 1931, por ocasião das comemorações das Bodas de Prata do clube, recebeu a medalha de Mérito e Dedicação.

Abandonou o futebol de competição nesse mesmo ano e foi depois treinador do “seu” União Almadense, onde continuou a transmitir os valores desportivos que sempre o nortearam e fizeram dele uma figura respeitada do futebol português.

Injustamente esquecido, quando se fala das glórias passadas, Cipriano figura, por direito próprio, como o precursor dessa brilhante galeria onde aparecem os nomes de Azevedo, Carlos Gomes, Carvalho, Vítor Damas e Rui Patrício.

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